Segunda-feira | Março 31, 2008

Dia do Pai

Hoje dia 19 de Março de 2008 é dia do Pai. Infelizmente o meu Pai já faleceu a 4 anos, mas isso nunca vai mudar o meu amor por ele.
No meu coração existem várias pessoas mas só algumas são realmente importantes. Duas pessoas são o meu Pai e a minha Mãe. Ainda tenho a minha Mãe Que é muito importante e especial para mim.
A vida neste tempo todo ensinou-me que temos que receber o amor que nos oferecem, que devemos oferecer o nosso amor ás pessoas que realmente merecem.
O que posso fazer se não consigo tirar a dor de sem ti ter de viver, sorrir, chorar, falar… Foste embora quando eu ainda tinha apenas 10 anos. Hoje já com 14 anos sinto a mesma dor que quando te perdi. O amor que eu sinto por ti não posso explicar o sentimento tão profundo de um ser inabalável.
 A vida é curta e cruel que trás e leva as pessoas que gostamos. Deu-me um Pai fantástico e levou-mo. Em apenas 10 anos percebi que devemos dar todo o valor e carinho as pessoas que nos fazem ver as coisas de outra forma, com mais amor, alegria... e a não guardar ódio no coração. Para mim o meu Pai foi a melhor pessoa que encontrei na minha vida. Ensinou-me a respeitar todas as pessoas mesmo que não mereçam nem as palavras de alguém.  Sinto uma enorme falta do meu Pai que ninguém imagina.
A dor de perder alguém muito especial não se consegue explicar, E como perder uma parte de nos, que depois é tão difícil de recuperar. É uma ferida sem cura, que mesmo que tente cura-la com algum remédio ela ira permanecer para sempre. Nem o tempo cura o que a vida deixou para trás. Deixou a enorme dor de perder um Pai maravilhoso.                                                                                   
Escrito por Andreia Lopes em 11:51:08 | Link permanente | Comments (0) |

Histórias da Terra e do Mar

A Gata Borralheira Lúcia tinha sido convidada pela tia para um baile mas... não tinha um vestido nem uns sapatos para levar. A sua tia como sabia que ela era pobre disse que lhe dava um vestido para ela o levar no dia do baile. Então Lúcia foi experimentar o vestido mas ela não gostou nada do vestido que a tia lhe emprestara mas a tia disse lhe que o vestido lhe ficava bem e ela não insistiu mais. No dia do baile Lúcia quando chegou todas as pessoas olhavam para ela de forma indiferente com se ela fosse um ser inexistente. Lúcia sentia-se mal. Ela já sentada e encostada à janela da varanda de repente perto dela apareceu a filha do dono da casa com um rapaz alto moreno e muito bonito. Ele começou a falar com ela mas ela não percebia porque. O rapaz convidou Lúcia para dançar mas ela disse que não sabia dançar e ele disse que lhe ensinava. Dançaram e de repente no meio da sala de baile viu-se um sapato todo roto Lúcia ficou assustada mas não disse a ninguém que era o seu sapato. As pessoas comentavam riam-se etc... Lúcia tinha prometido que um dia voltara àquele baile com um vestido lindo e uns sapatos cheios de brilhantes Dali a vinte anos Lúcia tinha-se tornado numa mulher muito importante, rica, poderosa e ainda mais ambiciosa. No dia do baile todas as pessoas olhavam para Lúcia e comentavam. Depois Lúcia lembrou-se de voltar á sala onde prometera que ia voltar a ir àquele baile com um vestido lindo e com uns sapatos com brilhantes. Por mais incrível que pareça no dia seguinte Lúcia encontrava-se morta  naquela sala e com um sapato azul todo roto e velho no pé esquerdo.
Escrito por Andreia Lopes em 11:14:51 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira | Março 06, 2008

Semana da leitura

 

Natal chinês (excerto)


Ficávamos, assim, a senhora Tung e eu, uma em frente da outra. À luz das velas olorosas do centro de mesa, os seus olhos eram dois riscos trémulos. Sorríamos. Finalmente, o reposteiro  ao fundo da salaapartava-se. Uma das criadas entrava, silenciosa. Servia-se vinho de arroz.
         Creio que o vinho de arroz figurava entre as bebidas proibidas no colégio e que chegava ali por portas travessas. O certo, contudo, é que ambas o bebíamos, a acompanhar os bolos de sésamo, no grande e deserto  refeitório, na noite de Natal.
         O vinho de arroz queimava-me a garganta e fazia-me vir lágrimas aos olhos. Quanto à senhora Tung, saboreava-o devagar, molhando nele o bolo, e, como mal provara o «chá de Paris», bebia dois cálices.

Escrito por Andreia Lopes em 16:41:19 | Link permanente | Comments (1) |